As Referências


TEÓRICAS


O Épico em Anatol Rosenfeld
Em seu livro "O Teatro Épico",  Anatol Rosenfeld, analisando a história do Teatro desde a Grécia Antiga até a era contemporânea, mostra como os traços estilísticos do gênero épico sempre estiveram presentes em maior ou menor grau na arte dramática. A proposta da minha encenação é valer-me desses "traços estilísticos épicos" abordados no livro, para a criação e organização das cenas.


O Ator-rapsodo de Nara Keiserman
Lendo sobre o espetáculo "MalvaRosa", citado a seguir, acabei descobrindo o trabalho da atriz, diretora, pesquisadora e professora da Unirio, Nara Keiserman, sobre o que ela chama de "ator-rapsodo", um ator-narrador que casa perfeitamente com a minha proposta de "teatro epicizado".



ARTÍSTICAS

MalvaRosa
Assisti esse lindo espetáculo da Casulo Dramaturgia de Atores (grupo da Universidade de Brasília), na abertura do 25º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau (FITUB), em 2012. 
O espetáculo de forte cunho épico apresenta, basicamente, um grupo de atores-narradores (ou atores-rapsodos) "contando uma história". Os atores executam ao longo do espetáculo diferentes funções: ora estão agindo como narradores, ora estão representando um personagem específico, ora estão empenhados na modificação do espaço, deslocando e reorganizando caixotes e outros objetos que compõem o cenário. Além disso, não há uma distribuição fixa de papeis; sendo assim, um diferente personagem pode ser representado por diferentes atores ao longo da peça e, da mesma forma, um mesmo ator pode representar diferentes personagens. Por serem características que condizem com meu desejo de trabalhar com um teatro de traços épicos, elegi esse espetáculo como a minha principal referência artística.



Branca de Neve e Os Sete Anões
Segundo seus biógrafos, Turing tinha uma obsessão pelo conto da moça de pele alvíssima, vítima do ciúme e da perversidade de sua madrasta má que, entre outras coisas, a faz comer uma maçã envenenada. A obsessão pelo conto passaria a valer também para a sua versão em filme, lançada pela Disney em 1937, que Turing assistiu nos cinemas ingleses em 1938 e que viria a se tornar um clássico do cinema de animação. Não se pode querer fazer uma peça sobre Alan Turing, ignorando sua relação com Branca de Neve e a maçã envenenada. Ainda não defini com exatidão de que forma isso acontecerá, mas de alguma forma, provavelmente através da trilha sonora, Branca de Neve estará presente na minha encenação.



DRAMATÚRGICAS

Turing e o Computador em 90 minutos
Uma breve biografia escrita por Paul Strathern. Foi através desse livro que conheci e me apaixonei por Alan Turing, há cerca de 7 anos atrás. Identifiquei-me rapidamente com o excêntrico personagem, desajeitado, homossexual, que jogava bem o jogo da matemática, mas que tinha dificuldades em jogar o jogo social.



Alan Turing: The Enigma
A biografia mais completa de Alan Turing, que serve como base para todas as outras, foi escrita pelo matemático londrino e ativista gay Andrew Hodges e publicada pela primeira vez em 1983. 



Turing - Um Filósofo da Natureza
Outro livro de Hodges, com enfoque nas ideias mais filosóficas de Turing. Aqui são apresentados e analisados os questionamentos do matemático sobre as possibilidades de máquinas pensarem e/ou imitarem a inteligência humana.



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"Turing acredita que as máquinas pensam

Turing vai para a cama com homens

Portanto as máquinas não podem pensar."